Parole

Tremores matam. Acredite, neguinha. De várias formas estive optando pela minha morte perante a realidade. Nada a ver com decadentismo, nem com o naturalismo. Não mesmo... Tem mais a ver com realismo.
Também tremo de frio, tirito, mas jamais me rendo completamente às minhas loucuras, apenas quando estou ofegante, mas não o bastante para gozar. Não o bastante para querer fazer gozar também, não o suficiente. Mesmo que assistamos filmes nacionais brasileiros tão melodramáticos quanto nós, meus olhos pequenos tentam disfarçar a minha fraqueza. Conseguem de fato. Porém, não me controlo às minhas falas - paroles. Quantas palavras cabem no meu organismo? Às vezes necessito soltá-las. Inúmeras vezes não estou falando sério. Você começa onde eu termino. E não se sinta mal com isso, meu bem. Apenas se preocupe em navegar submerso em meus olhos de cigana oblíqua e dissimulada, e deixa que eu te explico quem é capitu. Nenhuma parte do meu corpo está receptiva. Eu aposto sempre mais do que da vez anterior - parole. Amy já avisou que love is a losing game. No entanto, minhas palavras não tem efeito em você, já que não me lês.

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