Alucinação

Existem muitas maneiras de explicar meu amor, como pela minha expressão contemplando teu semblante. Minhas interpretações, cheias de má intenção, fazem com que você me proteja até mesmo da minha própria decepção, pois bem, não entramos em lugar algum, sem documento nem dinheiro, juntando trocados para comprar uma vodca vagabunda. Estou obcecada com tua voz e força ao puxar-me para a beira da cama, bem perto de ti, e o amor fazendo com que eu pronuncie palavras absurdas.
Eu já vi muitas coisas inacreditáveis, projetei uma imagem de ti que não corresponde com os fatos. A tua projeção foi ainda pior, mas nenhuma palavra descreve aos amores inexplicavelmente psicossomáticos. Nem mesmo a morte. Que levou-o de repente, porque a morte no fundo, jamais é esperada. O vi deitado em sono eterno. Imaginei que poucos haveriam quando chegasse o meu dia.
Esqueci todas as frases subatomicas que montei, não podem ser escritas, não escrevi, mas ficou na humanidade para sempre. Assim como os contos de hemingway que estou lendo. A literatura venezuelana não basta. A fumaça sempre despertou meus interesses no transcendental, no imaterial, na morte e na vida, interatuando.

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