O invasor

Eles cheiravam sem canudo e acharam que eu ficaria contente com tudo isso. Sou uma vertente inocente no turbilhão que me destina o ócio de ser quem sou, sem que nada dê certo e o vinho me abale profundamente enquanto não suporto nenhuma voz perto de mim.
Não há pistas, apenas um desentendimento interno e infundado no qual eu me meti, reavaliei a situação e permaneço ciente de que estou certa e minha parcela de culpa segue incalculável.
Sobre as coisas que aconteceram eu realmente pouco me lembro, apenas o ladrão da noite de novo furtando teu carro na distração de estar no lugar certo. Mesmo com eles pegando aquele homem ele não era o certo, ele apenas catava lixo. Chutes não ferem inocentes, mas a culpa daquele cara é racional.
Meus sonhos sobre minha liberdade me acalmam, estou extremamente abalada com a minha desgraça para estar em luto com minhas lutas que eu perdi.
Ele me dilacera por dentro como se eu tivesse culpa e como se meu corpo pudesse aguentar. Aguentar a demora para chegar até aquela vila cheia de casa bem pequenas, onde esperamos e conseguimos. Havia muitas notas de cem, mas nenhuma valia o que vocês valem para mim, entretanto não sou alguém modelo para ninguém, por isso não pude opinar, eu sou má o bastante para dizer que não presto, mas me preservo minimamente quando não entupo o nariz de psicotrópicos misturados e danosos. Meu veneno eu mesma destilo, está dentro de mim, quase não cabe, então não me meto, apenas fico longe da possível ruína que virou nossa história.

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