A correnteza

Você me configurou mal, eu virei poeta do espaço e não escritora famosa.
Eu acabei sendo outra coisa, entre viagens e destinos sem volta. Todas as paisagens transmutam, mas meu coração segue inflando, adere à tudo que acontece. O milagre da vida sempre é visto com fraqueza por mim, que sou assim, tudo que é banal me revive. Como uma planta que precisa de água.
O tempo me engole e minhas prioridades estão à deriva. Encontro-me perdida dentro da minha bagunça interior, prolixa e notável.
Quero encontrar um espaço na rua onde caiba toda a água que arrasta meus sentimentos e os leva a qualquer parte sem permissão.
O marasmo me faz sentir solidão. Mas eu me contenho e nos sonhos descanso dos dias que se sobrepõem no meu cotidiano outonal.

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