Trashumante

Chegamos e tudo era verde, nos juntamos a multidão e dançamos em sincronia pela terra, pachamama. Somos el monte que marcha, repetíamos. Era tudo natural e nossos movimentos eram intensos, a poesia folclórica era da América, todos os americanos estavam unidos, mas havia muito mais latinos. Tomamos cerveja e comemos empanadas, a festa tardou em terminar e a rua fria nos anuviava a mente como um sonho atrapado na memória: insólito, mas satisfatório.
Meus pensamentos atavam e desatavam, em uma tentativa constante e fracassada de pertencer ao meu lugar e ao âmbito social mais próximo do meu chão de convivência. Era estrangeira, porém não forasteira.

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