Hoy mi libertad es un silencio pavoroso


A luz do estacionamento da frente da residência universitária nunca para de piscar. O céu de Córdoba é tão majestoso com seus tons e suas nuvens mutantes, o clima sempre imprevisível e agradável. Quase não chove.
Quando ouço tua voz percebo dor e te agrido, eu encontro muitas maneiras de fazer as pessoas facilmente me amarem para logo me odiarem nos meus mínimos detalhes, ofegante, eu amo demais para saber fazê-lo bem.
Espero não ofender, mas quando o amor machuca demasiado não é bom insistir. Eu com minhas armas, desarticulada com meu desespero de não pertencer a lugar algum. Desconheço a maneira certa de convencer que amo e não quero deixar de amar. Embora tenha cansado de expor meu ponto de vista, sei o quanto machuco, minha consciência prova cada vez mais que minha sanidade é mais perigosa que a vodca que bebi na noite passada. 
Estou o tempo inteiro procurando um jeito de não me sentir mal, de não achar que o amor é isso: dor. Mas estou convicta de que é, porque vejo dor nos olhos de quem diz que me ama. Porque eu não sei retribuir na medida. Cada papel deveria funcionar a sua maneira.

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