Futuro distante e irremediável

Peço desculpa pela ausência, mas estive um pouco viciada nos olhos dele e não pude cuspir palavras.
Estive bebendo vinho, catuaba, vodca e cachaça. Ando comendo kiwi, chocolate, pizza de vários sabores, mamão que só há no meu país. Matar as saudades tem gosto de lar. Descontrolada com o cartão de crédito e suas possibilidades, comprei livros de ficção em português.
Estou cansada de barulho, de conversas, do labirinto que virou minha vida em vários sentidos. O frio e a necessidade de escrever resistem, me fazem pulsar unânime no universo. Muitas vezes não desempenho as funções certas, que tipo de liberdade me aprisiona? Pessoas que deveria ver, coisas que deveria fazer, outras que deveriam estar feitas. Queria publicar um livro. Meu escritório de escrita é a solidão do nunca chegar. Qual o limite que o meu potencial pode atingir na vida... quero muito descobrir em cada estação, qual a sua fruta predileta.

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