Sangue de carne

Meu coração é um farol com vista pra um lugar inóspito, devastado, pedregoso.
Uma garrafa de vinho, e então eu lentamente me assemelho à quem não quero ser. Fui afetada pelas inúmeras conversas por dia com pessoas que há tempo não via e pelas palavras trocadas com os colombianos. Tento não machucar ninguém com a realidade que rasga a carne. Eles tentam falar em um português completamente cheio de portunhol em um processo contínuo de aquisição da língua, em uma interlíngua sem nenhuma fronteira real. Eu falo em português, para tentar ajudá-los a aprender mais sobre as coisas daqui. Sinto saudades de falar espanhol.
Todas as pessoas comendo churrasquinho, de todos os tipos que existem, e os inovadores também.
O barulho das teclas seguem sendo minha única bússola, enquanto as cinzas dos cigarros caem sobre o teclado amarelado. A escrita me liberta dos meus próprios fantasmas, posso me recriar através das frases loucas que emergem da minha mente. Eu me reconheço bem em qualquer lugar sendo assim. Tendo papel, caneta ou computador.
Quero financiar seu negócio trabalhando nele. Ele não é mais nenhum negócio ilegal, apenas irregular por se tratar de alimentos.
Faço maratona de filmes perfeitos contigo e durmo, ainda que sejam meus filmes preferidos, eu sempre perco o final.


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