Entorpecida

Desafiei a mim mesma até perceber que não podia simplesmente parar ou desistir de tudo, ainda que sentisse vontade de fazê-lo. Enfrentar a aversão. Preparar-se para a guerra. Tudo isso desponta um final feliz, ninguém deve me desapontar.
Perdi muitas palavras esperando respostas, perdi oportunidades, te perdi no meio da chuva.
Lendo Caio, caminho em caminhos e quase caio nessas estradas e paredes enormes de Santa Maria, bem por onde passa o ônibus. Há mesmo um limite branco que não me contesta, umas palavras que eclodem e jamais somem.
Novo prédio para estudar, muitos abraços apertados de boas vindas. Todas aquelas inaugurações cansativas e repetitivas, horários, disciplinas, falta de disciplina, café, mais cansaço.
Sinto um cheiro de essência de baunilha. Que tipo de subversão me aguarda quando de repente recebo uma mensagem sua e não sei o que dizer, eu sou um desafeto incompleto, uma espécie de poder, uma ilusão, uma miragem, um mito. Minto, você me desmorona, e meio a essa chuva me corrompe, me impressiona, realmente me inspira, me pira.
Gostaria de realmente escrever minhas ideias em um caderno de anotações, mas estou bastante distraída, convencida em deixar minhas unhas e cabelo perfeitos, estudando linguística, praticando espanhol. Estou ocupada fumando um baseado prensado, fino, bem fechado, armado com afeto e jamais solidão.
Ele me desabrocha no tom exato, naquele compasso, e motiva minha produção oral.

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