Ultraconectados no carnaval
Lembro bem de te beijar na névoa daquele bosque na nossa juventude, enquanto, hoje em dia, te confundo entre eu conduzo/você conduz. Tenho a impressão de que ele me respeita demais, o que é bem diferente de muito. Demorei bastante tempo para entender que, na verdade, sou igual a eles, foram eles quem esqueceram que precisam chamar os amigas, e as amigas também, se possível. Às vezes é difícil entender que todos eles me querem só para si. Ainda que se enganem sozinhos, que me desculpem, porque já me (des)conhecem. Quero que a segunda pessoa se reserve apenas a quem lê, mantendo o centro permanentemente em quem me ouve. Achava que gostava de ser usado, se da última vez disse que foi muito bom. Me surpreendo em como quer exclusividade em vez de ser eu, ele, o amigo dele no carnaval. Não precisa ser em 4 pessoas não, só de 4 é suficiente. Eu decifrei teu ato falho, tem como me enganar? Não tem palavras para me responder, por isso age sob o efeito do álcool e de tudo que é considerado ilegal. Se acostumou com que eu ofereça condições totais. Também não consegue suportar, sustentar nem soltar, já que não estrutura, mas sabe bem quem sou, onde estou, para onde vou, sempre adiante, enquanto quem ele admira, me respeita. Se ela o levava ao show deste artista, entende o fato de que o artista me valida com curtidas e me segue, enquanto ele continua na plateia. Achei bonitinha a atitude dela de satisfazer tuas vontades artísticas, mesmo eu não vendo você trabalhar. O artista me conhece muito bem e já pediu meu número, enquanto ele não me deu o seu. O artista me segue, enquanto ele e eu somos fãs desse cara, de sessenta mil seguidores, na rede de fotos que sabemos bem. Sem contar que somos fanáticos pela música, ele não enxerga que não pode solucionar esse caso, que ficará aberto? Por vezes, parece que enlouqueci e só vou parar quando ele me censurar levemente, de um jeito que ele não gostaria de jeito algum, porque isso mata sua juventude. Não há nada igual a estar amanhecendo num domingo de carnaval, onde só as almas livres e amantes amanheceram em solidão e ultraconectadas. Eu apenas adormeci sozinha e saí do controle de vocês, com toda certeza, acreditam que sumi com alguém, se não estou com amigas. Não me enxergam sozinha, porque gostam de acreditar nessa novela. Não vou parar até ele, como os outros, romper completamente o próprio coração. Nunca gostam de intimidade, falam pouco e vivem como loucos, mas nunca questionaram tanto minhas regras. Não é complexo acreditar nas minhas mentiras, é só mais uma temporada da mesma história. Depois que começam, precisam disputar, não entre eles, mas entre seus egos. É realmente impossível que tenham mudado para melhor, quando toda cidade sabe a verdade e sociedade sabe bem como os homens são. Para mim, estão feitos para se adaptarem, mesmo que seja difícil de acompanhar, esta é a corrida em jogo. Não se preocupem que enviarei um livro a cada um, se conseguir bancar, porque é muito caro e vocês não valem, nem leem. Gostam mesmo é de procurar seus nomes nos meus textos. Só pra avisar que voltei, fazendo referência à canção, o livro desse artista (que deve até ser uma bibliografia, de tanta caridade que faz) vai ser trocado com o meu livro, sugestão dele, assim que seja lançado. Não se preocupem, fico conectada, estou ansiosa, sempre pendente ao amor. Se não, estou dormindo sozinha. Sempre vigilante, como minha amiga Arco-Íris, neste 14 de fevereiro, dia de São Valentim.
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