Bahnhof Zoo
Minha mente sobrevoa algum lugar de Porto Rico ou México. A sua segue em LA, mas andou pelas estações de metrô de Berlim dos anos. Quando o texto nasce, tudo para(e). Quando as palavras dele travam em crise ansiedade. A atmosfera é atropelada e muda para pior. Não sei porque insisto em pensar que ele, o Chicano, é mesmo de antes. As pessoas se espelham nele, mas ele mudou. Talvez seja porque eu não tenha mudado tanto assim. Quando percebo, ficcionada intensamente pelo tempo, estou em êxtase com o trabalho, no ápice dos compromissos. Quando enxergo de perto, vejo, nós somos românticos que não se dão bem com o modelo de casal. Se nada parte desse modelo, por que ele se comporta assim? Ser aquariana me faz desentende o ciúmes dele, mas também entender suas letras certinhas no modelo patriarcal. Difícil acreditar estar errada. Nós somos grandes amigos que se dão bem quase o tempo todo. O tempo que sobra é o tempo em que ele está altamente ébrio, de álcool ou de ciúmes ou, por azar, os dois. Tivemos sorte nisso, mas não estamos em uma onda de inspiração. Estamos em uma zona de risco que aparenta ser de conforto. Mas é de confronto que estamos falando. Nossa mente não é um lugar seguro ou habitável. Ela é insalubre como a estação Zoo.
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