Sonhando acordada



Sabe aqueles momentos em que estamos quase dormindo e parecem que nos sussurram algo ao pé do ouvido? Quando parece que ouvimos algo, mas é tudo ilusão, sonho?
Quando estamos quase sonhando acordados. É nesse momento que nossos fantasmas se despertam e vêm em nossa mente memórias, canções, cheiros, sonhos, coisas abstratas, inexplicáveis. É nessa hora que tudo vira poesia, de coisas comuns, mas que nunca serão compartilhadas, de frases soltas que podem até ser geniais, mas que a gente acaba não lembrando no outro dia, por mais que saibamos que “tínhamos que fazer algo”, mas que esquecemos. Esquecemos porque faz parte de nós, mas nos escapa aos dedos, esquecemos porque é pura magia, não nos é permitido entender a língua dos anjos, não sabemos falar, somos humanos. Se não estivermos com uma folha de papel do lado antes de dormir, perdemos nossos pensamentos, eles acabam voando para longe sem nos dizer mais nada. Abandonam-nos, pois são livres, vão embora quando bem entendem sem dizer para onde. Parecem ser nossos, mas são de todos, são comuns.
Pensei que eles ficariam e que poderia contar-los para alguém, mas não. Eles não deixam, eles fogem, eles se diluem, porque foram concretos por apenas três segundos e eles nunca mais vão voltar. São pássaros. São nômades.
É triste admitir que não sei explicar isso, mas sei que todos sentem, se não anotamos na hora, a ideia se desfaz. Poucas vezes anotei, muitas vezes me arrependi. Faz parte...

 Ps.: Esse post fazia mais sentido, era mais bonito, tinha mais conteúdo, mas a internet caiu e acabou com tudo.

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