Um gato, uma cama.


Tudo que me faria feliz se resume em duas coisas: uma cama e um gato.
Se eu pudesse passar toda minha vida assim, deitada com um gato, em qualquer lugar, em qualquer hora do dia ou da noite, eu poderia dizer que eu seria feliz e completa.
                Claro, a noite é melhor, mas quando amanhece ou anoitece também é um charme. Coisa boa sair de casa de noite e pegar um gato no colo, no frio da madrugada e ficar com ele ronronando. É tão bom ouvir um gato ronronar e senti-lo fazer carinho na gente. Deixa-me tão feliz. Parece que tudo faz sentido mesmo sem fazer sentido algum. É um momento de contemplação, prazer.
                É quando o coração fica leve, mas pulsante. Corpos quentes sentem-se vivos. Estão respirando e estão em contato com o mundo, com a natureza, com o universo e não estão sozinhos. Completam-se. Esse é o segredo da felicidade, pequenos momentos que nos façam completos, que nos dêem a impressão de que não existe nada melhor para fazer além daquilo e que poderia passar horas do mesmo jeito, antes que o sol viesse de vez e queimasse com seus raios do século XXI.

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