inevitável distrair-se

A depressão de domingo a noite me invadiu pela milésima vez esse ano. Um ano bem diferente dos outros. Talvez essa insônia seja resultado das longas noites de sábado, ou não. Talvez eu realmente precise escrever mais.
Sabe, são tantas traições, decepções e arrependimentos. E dói, mas eu cresci; cresci muito.
As coisas que não deram certo me apunhalam noite adentro e as lembranças corroem minha mente. E vem uma esperança enorme de um futuro diferente.
Eu quero ter dezoito anos, quero um emprego, quero um namorado, quero passar no vestibular. Sou normal. Quer agir naturalmente, sabendo que de qualquer maneira vou sofrer e que de qualquer maneira meu pai vai impor regras, de qualquer maneira sentirei preguiça todo dia de manhã, de qualquer maneira vou me ferir com o amor, de qualquer maneira nunca terei um corpo e uma saúde perfeita e de qualquer maneira as coisas vão passar, vão simplesmente ir embora. Serão folhas levadas pelo vento...
Preciso aprender preciso trabalhar para ganhar dinheiro, tentar para conseguir, matar o orgulho para amar, estudar para tirar boas notas, amar para ter uma migalha que seja de amor, falar para ser ouvida, pedir para ser atendida, explicar para ser compreendida, lutar para vencer.
Parece que estou presa em algum lugar. Preciso encontrar a saída urgentemente. Me sinto parada no tempo. me sinto perdida em algum lugar no meio do nada com as lembranças me atropelando.

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