Sobre meus erros relevados por ti

     Estou em crise e não me importo com minha temperatura febril. Ando cumprindo bem meu papel de justiceira com um cachorro vira-lata e sem rumo algum. Mesmo sem dinheiro, comida ou dignidade com as pessoas ao meu redor, eu não me importo mais comigo desde o momento que comecei a consgeuir as coisas qu andei buscando por meses. Todas elas estão expostas na minha frente, mas não parecem mais tão interessantes, exceto pela insegurança que trazem, pois a convivência construiu algo que por mais que eu tente jogar porta afora, não consigo. Seria apagar um passado e mudar o futuro completamente para um extremo sonhado, mas desconhecido, até mesmo fora do meu lugar. Eu pertenço a ti. Ainda bem que percebi isso, mas eu preciso viver a experiência daquilo que não faz parte de mim. É como ser vegetariano: não tenho moral de falar de maus tratos de animais comendo carne. Também não tenho moral para estar lá vivendo toda a minha vida em outro lugar. Eu me vi mais humana e me apaixonei por isso. Não gosto de prédios, carros ou grande polidez, putas de botique saindo de festas, pseudointelectuais achando-se infelizes, politicamente acomodados, pseudoespirituais, reclamões preguiçosos (o que deveria ser incompatível). Senti toda a minha incredulidade quebrada. Acredito em toda a miséria. Feitos no paraíso, ainda deveríamos ser índios para ter a dignidade da sabedoria da Terra. Eu precisava viver isso, precisava de textos sobre isso.
       Quero que entendas que sou uma escrevedora aspirante a escritora, logo preciso de experiências, ando tipo Dante e a Divina Comédia é a vida, preciso conhecer o inferno e voltar ao paraíso, tu é a minha Beatriz.
        Tem uma ruiva linda na sala, cabelo vermelho acobreado escuro, vinho, hidratado, um pouco abaixo dos ombros e peitos grandes, pele branquinha, corpo lindo. Te amo tanto que tenho vontade de levá-la para casa e te dar de presente. Ela usa óculos e fica enrolando o cableo com os dedos, parece interessada. Seria um bom ressarcimento...

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