Eu não deixei ele me dar a mão


Eu estava confusa, sabia que não aguentaria estar sozinha novamente, então eu disse sim. Tinha muita fumaça, muita escuridão e Bob Marley tocando as minhas preferidas. Eu não sou tímida para essas coisas, ele até se assustou. "Eu sou boa nisso", ele sabia que sim. Minha cama bagunçada por casa da noite anterior e minha casa inteira bagunçada. Eu vendo aquela foto maldita e ele ao meu lado, não pude atender o celular. Não pude oferecer nada, eu apenas fumei e brinquei um pouco, não fez mal à ninguém, não somos culpados, evitamos muito contato. Algo simples, ninguém queria a coisa toda para não ficar com ressaca moral. Pelo menos somos boas pessoas, só estávamos carentes. Muitos problemas e ninguém para ajudar. Depois daquelas árvores e a chuva eu tive quer dizer que tudo bem, mas que estava cansada da noite passada, então foi muito devagar, mas mesmo assim foi um pouco violento. Nos conhecíamos há quase um ano e eu fiquei muito tempo sem roupa, precisava mostrar todo o pecado da situação. A camisinha debaixo do travesseiro, o tempo passando rápido, a gata insistindo para deitar com ele e eu tão chapada com minhas meias brancas de colegial, apenas. Virei a Eva do texto anterior tarde demais, nem foi traição para mim, mas para ele sim e essa foi a graça. Na verdade, ele estava nervoso e eu frígida, como sempre. Deveríamos fazer isso novamente, mas não sei se dará certo. Fodas são tão complicadas...

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