má sorte e desamor

Café com lágrimas de café da manhã.
Porque eu posso colocar cinzas em todo o lugar.
Eu posso parar de comer a comida que não compro e nem nunca comprei.
Porque eu sou uma hipócrita pobre e medrosa e mimada.
Porque eu escolho não ter a autoridade máxima do que tê-la.
Porque eu nunca me enquadrarei nos padrões de beleza, nem mesmo para aqueles que dizem não ter padrões, pois eles são tão estupidamente escrotos que são como ratos nos esgotos da cidade.
E eu não tenho mais paciência para isso, não consigo mais bancar essa gata chata também.
E um dia eu quebrarei tudo e jogarei tudo fora, como costumava fazer em uma periodicidade relativa.
E eu vou rasgar tudo e comer depois.
E trepar por todos os cantos da casa, porque as vadias estão bem por aí tendo orgasmos múltiplos.
E perderei todo meu dinheiro e terei que encontrar outros meios.
Eu não sou uma menininha de família, meu amor. Eu tenho DSTs e eu não sorrio verdadeiramente tão fácil assim.
Não quero consertar nada e estou enferrujada no teclado e já não tenho escrúpulo algum.
Espero que São Paulo faça bem mal a ele, do jeito que só ela sabe estragar as pessoas que sonham e a AIDS infecte todos os poros do corpo branco dele.
Eu odeio joguinhos de qualquer tipo. Eu não tenho tempo nem saúde para essas coisas.
Desejo que essas pessoas felizes se percam por aí por não saber direito o que estão fazendo por estarem fazendo isso à alguém.
Eu juro, não tenho mais sonho algum.

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