O Groove dos anos 90 na minha cama


Eu caminhei até lá sem querer muito estar ali, mas eu tinha fumado tanto que iria para onde quer que me chamassem. Chovia pouco e bebemos umas cervejas, conversamos e deuses, eu me senti uma garota de sorte de repente. Teus olhos calmos me traziam uma paz que eu não tinha há tempos, senti que poderia te confiar meu corpo.
Precisava fazer com que ele experimentasse a minha erva nova e super desarmadora de amarras. Beijos na chuva, há tempos não fazia isso.
Tudo estava tão lento, acendi um baseado e apresentei-o às raízes do jazz. Meu cigarro queimou sozinho no que eu chamo de cinzeiro e fomos até o quarto, luzes acesas, eu sempre destruo o charme tirando a roupa rápido, eu não posso evitar minha sede. Que imunda minha cama ficou e não há um dia em que eu durma sozinha, eu sempre faço meus negócios. Uma gozada e ele tomava banho, isso aconteceu uma três vezes se eu não me engano. Minha frigidez que afeta e não afeta ao mesmo tempo. Os cabelos compridos caindo sobre mim e todo aquele charme e aquela barba ruiva e aquele perfume. O clímax se aproximando milhões de vezes. Eu pude fazer dar certo, pelo menos isso. Mas tinha algo errado comigo, o mergulho no desconhecido, a variedade que aflorou em mim nos últimos dias, agendo-os perfeitamente e não os escolho muito bem. Mas eu gosto de homens que gostam de futebol, ou que tem paixão por alguma coisa.
Dormi e tive sonhos coloridos, ele incansável e sedento e eu querendo dormir, e não podia...
Depois ele fugiu de mim correndo, na chuva.

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