Sobre cinzeiros cheios numa tarde de segunda-feira


Virginia Woolf já dizia que a umidade toma conta de tudo e não há como tirá-la de lugar algum.
Os espelhos estão consumidos pela umidade, assim como o chão e todos os meus poros, podres, insanos e violentamente fodidos. Eu fraquejei hoje, espero não te deixar mais dormindo fora da minha casa dentro do carro e no frio, depois de tocar o interfone umas vinte vezes. Ainda bem que hoje não está frio, mas eu não tenho mais maconha, preciso dormir contigo hoje e te extorquir de vinho e planta, senão é capaz de eu não sobreviver. Mas nem está frio hoje, por que irias querer que eu te esquentasse se sou fria?


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