Relato de uma noite úmida

O cheiro de maconha vindo do corredor da casa de família, meus olhos já reduzidos e meu estômago vazio. 1984, de George Orwell sobre a mesa no quarto, com mais outras literaturas que os burgueses compram. Eu  sabia porque estava ali e como tudo acabaria e estava feliz por isso. Voltando aos velhos tempos, Bandini depravada, Chinaski morta.
Deitei na cama, falamos sobre o futuro e o passado incrível, como poderíamos estar ali hoje? Alguém apagou a luz e eles me devoraram. Meus mamilos mordidos e doloridos, insaciáveis e bons, eles se revezaram em mim como animais e eu não podia nem gemer baixinho, pois minha boca já estava ocupada. Meus sentidos começaram a falhar, era umidade por todos os lados, mãos, pernas, bocas e paus desenfreados procurando satisfação.
Eu soube que estava sozinha, mas que estava em algo sincero, consciente, nem um pouco doentio. O amor livre me invadiu. Gozei no último ato.

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