Mônadas

Eu estava viajando até o litoral norte em seu gol ice-6927 ouvindo piece of my heart, nunca havia estado lá antes, apenas no litoral sul, este sim inúmeras vezes em vários lugares. Se me perguntares sobre os restaurantes saberei de todos, frutos do mar e ilhas, barcos e ondas, eu sempre gostei do gosto do sal, da brisa violenta do mar, da areia grudando no corpo e dos peixes se movimentando livremente na imensidão, de repente também posso entrar nela, aí está a beleza do mar, quando a praia se divide em areia, água e céu: tudo fica infinito.
Quando você tira um pedaço do meu coração é o exato momento em que eu entristeço por coisas simples e sentimentos constantes em qualquer pessoa, como ciúme ou decepção.
Enfim, minha filosofia não ajudaria a ninguém, a não ser a mim mesma.
Eu acabei vindo até o Paraná, mas eu já subi até o norte no Brasil. Prefiro o Rio Grande do Sul.
Vi coisas lindas por aqui, cervejas, champgne e chopps, museus de cultura alemã, de conchas, clypeasteroidas, escaravelhos, coisas raras e belas, mas estranhamente, meu corpo ainda se sentia como o mar, revolto e insensato. Conheci lindos parques e também redescobri como é brigar com os pais, e confesso que é revigorante de alguma maneira. Me revitaliza. Não quero falar de defeitos desta vez.
Estou lendo Pedaços da fome, de Carolina. É perfeito, obra-prima dela. Meus sonhos estão tumultuados como há muito tempo não estavam.
Tenho a companhia de férias de Ms. Woolf, Kerouac e seu amigo Gingsberg e o fabuloso Cortázar.
Por um tempo tirarei férias de todos.

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