Transtorno ruim

Minha própria violência se recai sobre mim. Lembra-se quando eu ainda era um pássaro livre? Todas as noites que estive livre com minha própria alma em diversos lugares, todos os sonhos absurdos que abandonei, ainda bem, o que seriam desses percalços...
Esse momento está tão cheio de nada, e ninguém quase me lê mais. As formas de abandono sempre são tão brutais e melancólicos como o sentido da palavra. O que me permite dizer que eu dormia bem na chuva de verão que chegavam pela tarde, tão de repente, é o seu perfume completamente esquecido. Não quero falar do alheio, quero o cercano, o trivial, as marcas em mim. Como se faz para consertar tudo que eu já estraguei. E tudo que está por vir, objetos e corações. Problemas eternos. Por que cada dia tudo se torna pior, como uma escada que não paramos de descer. É como se a solidão jamais pudesse me libertar de minha própria alma ou modificá-la de uma forma boa, além de autodestrutiva. Terminei molhando os móveis da casa inteira com minhas lágrimas contagiosas.

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