Alvo fácil
Uma tentativa de escape sufoca minha mente, você realmente é inalcançável como as estrelas no céu. Todas as coisas parecem as mesmas no Passo da Guanxuma, mas tudo está fora do lugar. Minhas histórias continuam vivas em cada esquina. Você permanece nas luzes, nenhum palco é suficiente para te expor. Longe... esquecido. Assim como minhas memórias, você me derruba como uma flecha. Meu coração é um torvelinho e você sempre acerta o dardo.
Não existe nenhum lugar onde eu possa te encontrar, somente memórias conectadas, como um aneurisma crônico.
Toda a beleza dela me estonteia - e assombra todos os dias-, como uma sereia que canta, lasciva e solitária. Meu espelho quebrou e o tempo a melhorou, porém eu piorei, como uma fruta podre que está putrefata em várias partes, do cérebro à todas as outras partes do meu corpo cheio de curvas.
Todos os segredos da minha cama são pra menores de vinte e cinco anos, o conservadorismo está latente nas profundezas do inferno. Existem tantos lugares onde posso te levar... Todo o álcool incendeia meu sangue, não há fumaça nos meus dias. Filmagens antigas me levam a acreditar que eu estou bastante fora da minha liberdade. Animais selvagens não podem viver presos, então alimente meus instintos. Você queria me libertar, mas eu fui presa em flagrante, sem fiança para meus crimes. Você nem ao menos quis ser meu advogado. Quero um dia da semana de liberdade para provar venenos que matam paulatinamente, devagar, um de cada vez. Os lençóis troco depois. O pior é essa mania de exclusividade, ninguém precisa desse domínio, embora pareça atrativo num primeiro momento. Pura insensatez. Chinaski não tem limites no amor, e muito menos na guerra. Não existe nenhuma recompensa para minha entrega exagerada.
Mergulhe em mim e veja que bela praia suja eu sou. Eu destruo tudo sem querer, exatamente como a poluição contemporânea: desenfreada, irreversível, mortal, inocente em sua natureza.
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