Bandeira vermelha: mar perigoso
Já não há nenhum espelho na casa, todos eu mesma quebrei com os anos. Os anos nos devoraram, e hoje cortaram nossa luz, eu não pude impedir.
Você me derrubou na areia com uma destreza que me fez acreditar que eu sou pura, mas querido você não sabe de nada. Toda a sujeira que penso quando você não está, parece que você já não é tão inocente. Colocando areia em minha bunda... Quando aprendi a te odiar? Você desencadeou em mim uma vontade tão pública, do jeito que fizemos como cachorros, você nunca encontrará ninguém assim, não há nenhum romantismo entre nós. Queria voar mais longe, renovar emoções, onde eles estão para encontrar-me, você não poderá manter alguém de aquário apaixonado por você para sempre. A lua e as sublimes estrelas nos espionando na noite de vento. Não se preocupe, pois as deslumbrantes dunas jamais contarão nossas obscenidades a ninguém, nem mesmo as corujas dirão nada. As ondas violentas como meus movimentos, ninguém duraria muito tempo aficionado assim. Comparta a liberdade comigo. Damos um passeio até o farol com listras pretas e vermelhas, o carro estremece com minha pretensão. Meus instintos bloqueiam qualquer percepção da realidade. A fumaça flui em combustão lenta de suas mãos pouco delicadas. Fumo uns cigarros para me distrair e pensar em mim e no mundo de imensidão... A estrada está repleta de casas simples, de profissões simples, a cidade está calma e a brisa nos toma. O sal nos consome e o sol nos cansa. As ondas nos derrubam e você com certeza é o que mais me atrai no mundo, eu e você na praia é como um sonho bom.
O carnaval na praia traz vários rostos desconhecidos, várias canções familiares na praça, sambas, pagodes, brancos e brancas, negros e negras... Todos bêbados compartilhando do degradante feriado, as crianças dançam, são apenas inocentes neste mundo decadente.
No meu aniversário a mãe Iemanjá me deu bandeira vermelha, muitas ondas e vento forte. Grande presente. O litoral norte realmente é belo e a praia tranquila, experimentei a paz por alguns dias, não deixei de beber drinks em nenhum deles. A estrada do mar é um caminho de contemplação. Quem dera estar com você na praia para sempre, seria isso a felicidade?
Bebo um vermouth 1863 e me delicio com a fanzine que o escritor Sacolinha me enviou, é incrível fugir da realidade encontrando-a nas palavras da ficção, num mundo que me fascina.
Qualquer ventilador será inútil com esse vento todo que insiste em nos queimar.
Você me derrubou na areia com uma destreza que me fez acreditar que eu sou pura, mas querido você não sabe de nada. Toda a sujeira que penso quando você não está, parece que você já não é tão inocente. Colocando areia em minha bunda... Quando aprendi a te odiar? Você desencadeou em mim uma vontade tão pública, do jeito que fizemos como cachorros, você nunca encontrará ninguém assim, não há nenhum romantismo entre nós. Queria voar mais longe, renovar emoções, onde eles estão para encontrar-me, você não poderá manter alguém de aquário apaixonado por você para sempre. A lua e as sublimes estrelas nos espionando na noite de vento. Não se preocupe, pois as deslumbrantes dunas jamais contarão nossas obscenidades a ninguém, nem mesmo as corujas dirão nada. As ondas violentas como meus movimentos, ninguém duraria muito tempo aficionado assim. Comparta a liberdade comigo. Damos um passeio até o farol com listras pretas e vermelhas, o carro estremece com minha pretensão. Meus instintos bloqueiam qualquer percepção da realidade. A fumaça flui em combustão lenta de suas mãos pouco delicadas. Fumo uns cigarros para me distrair e pensar em mim e no mundo de imensidão... A estrada está repleta de casas simples, de profissões simples, a cidade está calma e a brisa nos toma. O sal nos consome e o sol nos cansa. As ondas nos derrubam e você com certeza é o que mais me atrai no mundo, eu e você na praia é como um sonho bom.
O carnaval na praia traz vários rostos desconhecidos, várias canções familiares na praça, sambas, pagodes, brancos e brancas, negros e negras... Todos bêbados compartilhando do degradante feriado, as crianças dançam, são apenas inocentes neste mundo decadente.
No meu aniversário a mãe Iemanjá me deu bandeira vermelha, muitas ondas e vento forte. Grande presente. O litoral norte realmente é belo e a praia tranquila, experimentei a paz por alguns dias, não deixei de beber drinks em nenhum deles. A estrada do mar é um caminho de contemplação. Quem dera estar com você na praia para sempre, seria isso a felicidade?
Bebo um vermouth 1863 e me delicio com a fanzine que o escritor Sacolinha me enviou, é incrível fugir da realidade encontrando-a nas palavras da ficção, num mundo que me fascina.
Qualquer ventilador será inútil com esse vento todo que insiste em nos queimar.
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