A estrangeira
Estávamos em uma pequena casa na beira do litoral sul gaúcho. Nós todos éramos gaúchos, estávamos à vontade ali. Ela sentia-se gringa. Falava poucas palavras em português, ensinei a ela algumas mais e ela me ensinou outras mais em espanhol.
Apenas alguns cigarros fumávamos enquanto olhávamos o mar, sentadas na areia, relembrando o passado na Argentina.
O sol a queimou e ela gostou do krepe, do pastel frito, do leite de coco, das conservas de azeitona, pepino e ovo de codorna daqui, da água de coco e do café. Observou o movimento e a multidão de pessoas à noite naquela praia pequena, mas que de vista não tinha fim, não era como a maioria que se pode ver o final e o começo.
No meu aniversário me deu de presente um livro de contos do Horacio Quiroga, fiquei feliz e não retribuí com presente algum de momento. Foi ideia da mãe dela. Dei para ela levar erva-mate e rapaduras de leite brasileiras.
Tomamos muitas caipirinhas com cachaça, a música das ruas era popular e ficava na cabeça, boa forma de aprender um idioma é se divertindo. A cultura é a forma de vida de um povo.
Ela bem italiana fez uma pizza de muzza, a massa e o molho.
Champanhe, vodca, cerveja, cachaça, vinho, drinks com frutas tropicais e leite condensado, capetas e outras bebidas foram fundamentais para que meu estômago explotara, além de café brasileiro.
Ela me deu yerba mate uruguaya, barritas de dulce de leche, dulce de leche uruguayo e um cinzeiro que ela pintou no Budatown.
Encontrei um velho amigo colombiano por lá. Porto Alegre também tem dias tristes de despedidas e abraços melancólicos
As plantas enormes dela estavam sanas y salvas. A legalização promove a autonomia, mas o governo brasileiro quer controlar nosso consumo em tudo.
Sinto falta do passarinho, agora que ele morreu não escuto mas seu belo canto, mas posso sentir que está ali ainda.
Apenas alguns cigarros fumávamos enquanto olhávamos o mar, sentadas na areia, relembrando o passado na Argentina.
O sol a queimou e ela gostou do krepe, do pastel frito, do leite de coco, das conservas de azeitona, pepino e ovo de codorna daqui, da água de coco e do café. Observou o movimento e a multidão de pessoas à noite naquela praia pequena, mas que de vista não tinha fim, não era como a maioria que se pode ver o final e o começo.
No meu aniversário me deu de presente um livro de contos do Horacio Quiroga, fiquei feliz e não retribuí com presente algum de momento. Foi ideia da mãe dela. Dei para ela levar erva-mate e rapaduras de leite brasileiras.
Tomamos muitas caipirinhas com cachaça, a música das ruas era popular e ficava na cabeça, boa forma de aprender um idioma é se divertindo. A cultura é a forma de vida de um povo.
Ela bem italiana fez uma pizza de muzza, a massa e o molho.
Champanhe, vodca, cerveja, cachaça, vinho, drinks com frutas tropicais e leite condensado, capetas e outras bebidas foram fundamentais para que meu estômago explotara, além de café brasileiro.
Ela me deu yerba mate uruguaya, barritas de dulce de leche, dulce de leche uruguayo e um cinzeiro que ela pintou no Budatown.
Encontrei um velho amigo colombiano por lá. Porto Alegre também tem dias tristes de despedidas e abraços melancólicos
As plantas enormes dela estavam sanas y salvas. A legalização promove a autonomia, mas o governo brasileiro quer controlar nosso consumo em tudo.
Sinto falta do passarinho, agora que ele morreu não escuto mas seu belo canto, mas posso sentir que está ali ainda.
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