Os cinco sentidos



“O que desperta os cinco sentidos e mexe com todo o corpo ao mesmo tempo é o sexo.”, me disse um amigo uma vez, há uns dois ou três anos. E esse assunto está por todos os lados. É um fato, todos sabem que sim, que é verdade. Tato, olfato, visão, audição e paladar. Todos seles se resumem em um sentido: o sexo. E por que considerar o sexo um sentido? Porque nos faz voar, desperta em nós uma parte que não conhecemos, que de tão natural é celestial, que arrebenta em fogo, que mexe com a alma, com o corpo, com a mente, sem tocar em nada, somente um vazio, um vazio completo, cheio, preenchido. É pura antítese, puro prazer.
                Um prazer que não se explica, só sabe quem sente.  Sexo é uma selva de epiléticos, como na música Amor e sexo, de Rita Lee.
                Começa devagar, pondo todos os sentidos em alerta, um por um, bocas, braços, pernas, barrigas, olhos, mãos, aos poucos se unem, se enlaçam, são um só. Depois se encaixam e lutar para se aproximarem cada vez mais e aí vem a melhor parte: O clímax.
                Aí tem o céu em poucos segundos e depois tudo volta ao normal, e uma sensação estranha toma conta. É a do dever comprido misturado com culpa. E os cinco sentidos que em alguns segundo foram um, voltam a ser apenas, simples cinco sentidos.
              

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