Até aonde sei, você continua vivo.
Admito ser uma desocupada que te encontrou de
propósito. Novamente tentando apagar a réplica que eu pensava ser boa e que eu
também usei para apagar o filho da puta original até descobrir que a réplica
era tão filha da puta quanto o original. Parece muito confuso, mas quando falei
pela primeira vez com você não senti nada, porque estava muito ocupada e
distraída, não estava iludida a esse ponto que me encontro agora. Mas eu sei
como cheguei até aqui. A culpa é sua. Isso mesmo: toda sua. Eu estava calma, na
minha, até que todos os dias você me procurou, achei bonitinho isso, mas sabia
que um dia isso acabaria e deixaria cicatrizes muito feias. Entretanto, acabou
mais rápido do que eu imaginava. Realmente lamentável. Eu não faço ideia do que
houve, mas avistei um abismo entre nós, e chorei. Pensei em me atirar, mas não
tive coragem. Procurei-te, te senti diferente, mais frio, me senti diferente,
mais fria. Chorei. Doeu. Não te procurei novamente. Ouvi dizer que você está
confuso. Também me sinto assim. Não sei o que aconteceu, não sei se acabou, ou
tempo se perdeu entre nós e a distância nunca deixou de existir. Triste não é?
A vida faz cada coisa com a gente e ainda cobra que a gente se mostre forte.
Confesso que tenho vontade de te dizer algumas coisas, mas não quero forçar
nada, porque sei que tu não és um filho da puta. E eu, infelizmente não tenho
muito a oferecer. Lamento ter tantos defeitos, mas te juraria amor eterno se me
desses um sinal de que nossa paixão ainda está viva. Tentei te ligar, mas
minhas mãos tremeram. Eu quero que saibas que eu me importo, e que não sou
qualquer pessoa, mas que sinto como se certas pessoas não fossem capazes de me
completar assim como percebo claramente que tu és. Porra, pra que fazer isso? É
maldade, nego...
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