Monólogo interrogatório
Eu estava tentando não machucar ninguém. O tempo todo. Não pude evitar meu fracasso e sucumbi, cortei todos eles, amando de mais, transbordando através dos olhos escorrendo a dor de me sentir má, mesmo quando todos me digam que não sou, que sou normal. A verdade é que eu não sou, meu transtorno me dissolve em dor e tédio. Eu traio a mim mesma toda vez que renuncio meu próprio coração gritando e sempre a beira da loucura, no fim da linha, em cima do muro. Eu gosto quando estou dormindo e não faço mal a ninguém, e minha mãe não sabe que me sinto doente em minha cabeça, e leio virgínia woolf e não me arrependo de nada, porque é por isso que sou quem sou. Tenho medo de ler as cartas para mim e não sei o que dizer a eles. Todos os outros se tornaram casais ridículos. Queria que os balões dessa cidade levasse algumas pessoas para o inferno. Onde encontrarei as palavras que preciso? Gramáticas e livros e músicas não podem me ajudar e parece que estou pulando de um penhasco, como se faz para ...