E eu queria que ele voltasse correndo agora por não ter conseguido
dormir tranquilo sem me dizer o quanto me ama. Mas ele não vai voltar, porque a
uma hora dessas, já deve até ter pego no sono.
A retórica do amor Há de ser próprio amor. Por mais dissimulado que seja, O amor é extraordinário, Difunde benévolos sonhos, E nos farta de todas as belezas.
Não se faz isento e nem insano Mesmo quando o pranto que chora Vem banhar seu rosto triste. Por de traz de cada lagrima que cai, Oculto; está o amor, Que no sabor das lagrimas ainda existe.
Melhor do que a contemplação, São os tributos concedidos pelo amor, Que compõe com a vida, a doçura, Que flui misterioso cheio de afeição Que nasce e cresce colorido e singelo Dentro do mais patético coração.
Eu me senti deslocada ali quando me vi no espelho. Casa de família. A minha. Não parece tão legal, mas tem muita comida. Sempre que fumava nos fundo da casa, eu via uma plantinha, jurava que era maconha. Sobre minha vida em geral, principalmente a amorosa: https://www.youtube.com/watch?v=v9UXjYj6tRM#t=48
Estou furiosa com o pôr do sol ao anoitecer, que insiste em não atender meus pedidos conscientes. Houve uma vez que queimei meu diário. Totalmente diferente do que tenho hoje, que incendei por si só, porque as páginas transbordam com toda densidade que escrevo. Tudo desliza violentamente, como uma onda gigante que invade e avassala, te levando para mais longe da areia e te trazendo de volta à margem. Você gosta de brigar e eu arruino tudo brigando, objetos e corações em pedaços. Parece até que é proposital. Parece até que você não me conhece como eu sei que sim. Quando você briga e os planos se esvaem, nunca é culpa sua. Você sempre está certo e nunca erra. Quando está rindo, eu fico tranquila. Eu sempre tento ser uma pessoa melhor com você. Penso em você enquanto as horas escorrem e as nuvens se movem ininterruptamente. Impossível não te recordar ao avistar o edifício condenado (o dia inteiro, sem cessar), onde subiu ao topo na nostálgica juventude. Essa mala vai me acompanhar a outro...
Houve um tempo em que eu escutava música clássica com o coração, que eu era pura de corpo e alma, que eu me importava. Houve um tempo em que minhas mentiras eram sinceras, em que eu tinha mais tempo, em que eu tocava piano, em que eu tinha as pessoas que eu amava perto de mim, em que eu não tinha nada que tenho hoje (essas coisas que eu queria tanto e que agora eu não sei o que fazer com elas), mas houve um tempo em que eu saberia se tivesse essas mesmas coisas. Houve um tempo em que eu tinha mais dinheiro e não conhecia magia, em que eu estudava mais e lia mais e escrevia mais poemas e usava óculos. Houve um tempo em que eu sabia rimar e conhecia meus vizinhos, em que eu era mais saudável e era virgem e eu assistia mais filmes de suspense na TV. Houve um tempo em que meus pais brigavam mais comigo, mesmo que eu tenha feito coisas insignificantes perto das que eu faço hoje em dia, em que eu era incapaz de trair, em que eu me importava com o tempo, em que eu sentia menos sono, mas mes...
A retórica do amor
ResponderExcluirHá de ser próprio amor.
Por mais dissimulado que seja,
O amor é extraordinário,
Difunde benévolos sonhos,
E nos farta de todas as belezas.
Não se faz isento e nem insano
Mesmo quando o pranto que chora
Vem banhar seu rosto triste.
Por de traz de cada lagrima que cai,
Oculto; está o amor,
Que no sabor das lagrimas ainda existe.
Melhor do que a contemplação,
São os tributos concedidos pelo amor,
Que compõe com a vida, a doçura,
Que flui misterioso cheio de afeição
Que nasce e cresce colorido e singelo
Dentro do mais patético coração.