Toda minha subjetividade desnuda

E aqui estou eu exposta a tudo que não gosto e não valorizo. Tudo em troca de coisas irremediavelmente agradáveis. E eu nem acredito nas coisas que suporto, mas em troca de experiências eu sempre busco mais. lamento que ultimamente eu tenha acabado de me tornar uma escritora de merda. Aliás, não consigo mais ter a mesma privacidade de antes, logo me sinto invadida, sufocada, usada e abusada. Mas gosto do papel que empenho e acredito na força do meu personagem. Às vezes parece apenas um sonho esquisito, como se de repente eu acordasse e voltasse à minha vida normal, minha rotina cansativa mas real. Não acredito que esteja vivendo desse jeito, produzindo as coisas tão mal. Mas a verdade é que sou carente, e assim eu caio e qualquer precipício em troca de um pouco de atenção. Qualquer coisa que me faça ter valor, apesar de eu ter escutado ontem que quando se está com alguém, se pensa que é especial. Mas não, não somos tão especiais assim. Ninguém é insubstituível de verdade, por que sempre buscamos alguém capaz de sobrepujar as características de outro alguém e assim, suprir as nossas próprias necessidades. Não gosto de voltar em textos, modificar tudo e trabalhar em cima deles, porque isso macularia a essência. Qual é a minha essência? Ontem me perguntaram isso a noite inteira, só pra provocar meus pensamentos e instigar minhas reflexões... Porque de repente se enxerga tudo que não se conhecia, depois de se perder e encontrar outros meios de se encontrar o que se procura, sempre se encontra, mesmo que por outro caminho, mesmo que de forma distorcida... E como sempre, eu continuo beijando meus inimigos, ainda que eles tenham se adaptado ao meu novo estilo de vida, porque isso deve ser crescer: novos problemas sem solução tangível. Estou com hemorragia, durmo mal, me alimento mal, fumo, bebo e não me exercito. Até onde vou desse jeito? Creio que a geração prozac aguenta tudo, a geração 2000 está correndo pelas minhas veias e eu sempre soube que seria assim, porque cresci nela, e bem, meus pais não foram, pedagogicamente falando, "bons pais". E aqui estou eu, com o corpo cansado, ferido e maltratado. Com o coração perdendo a cor e força, porque bem, ilusões causam mudanças para pior em relação aos outros e para melhor em relação a mim, pois não mais sofrerei tanto...
Não tenho foco para nada e culpo o calor. Que grande tola sou eu! Com poucos defeitos físicos e problemas na vida, todos ingredientes para o meu sucesso interior e eu jogando todas essas vitaminas criativas fora. Poor, poor little Chinaski... Será siempre una triste niña en este mundo maldito...
PS.: Desaprendi a ser objetiva em textos, desculpem.

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