Ensaio sobre a submissão


           Tô puta. Puta com quem não se coloca em seu lugar, seu refúgio para deixar os outros em paz. Não suporto quem me obriga a ouvir o que eu não quero e ainda por cima vomita seus problemas sobre mim, agindo como se eu não tivesse problemas também. Pessoas com dignidade querendo ser vítima de coisas fúteis, enquanto que eu não tenho o mínimo de dignidade, liberdade, dinheiro, sorte, inteligência, capacidade, vontade, saúde, beleza e o caralho a quatro.
Mas hoje é o último dia em que serei submissa, porque quero meu próprio poder em jogo e estou quase explodindo e já não sei o que quero nem com quem eu realmente me importo ou devo me importar. Novamente me meti num buraco sádico, de onde estou lutando para sair, mas confesso que penso em fugir. Seria muita covardia? Deixaria muita coisa? Creio que não.
Além disso, seria bom poder dizer a ele: “vou embora, vem se despedir”. Gosto de escrever no papel, porque não há correção ortográfica automática. Algumas coisas me causaram muitos problemas, e de problema, já basta eu.



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