¿Quién me va a curar el corazón partío?

Disse-me para não escrever mais sobre ele, escrever sobre outra coisa. Não consigo. O que flui de mim passa antes por ti. Não poderei mais escrever, então. E chora, tropeça bêbado na rua e eu o levo, eu cuido dele, não quero que se machuque. Nada mudou, continuamos os mesmos filhos da puta um com o outro. Mascaramos tudo, finjo que está tudo bem. Eu disse que pararia de fumar, mas não quis.  Peguei-me pensando se eu realmente não queria ficar sozinha e percebi que poderia doer muito, porque gosto de estar perto, seria como um filho partindo e eu odeio despedidas, porque sempre choro.
Veria chuvas, sóis, estrelas, luas, primaveras, invernos, outonos e verões pela janela. Dime, si tú te vas, dime cariño mio, ¿quién me va a curar el corazón partío? Então fique, dê-me um terço do teu tempo, dê-me orgasmos, dê-me presentes, dê-me sorrisos, dê-me motivos para acreditar que minhas pernas não são tão horríveis assim e que tudo está bem do jeito que está e que daremos soluções às nossas doenças. Desculpe se eu me auto-saboto para ter o que escrever nos meus textinhos dramáticos e ácidos.


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